Eterno Outono (Cassiano.weblogger)


Quinta-feira , 26 de Outubro de 2006


EJA conta suas memórias

 

Desde o dia 16 de outubro de 2006, os estudantes do EJA, totalidade das quatro primeiras séries iniciais, estão participando de um projeto voltado ao resgate das suas memórias e história de vida.

 

Os professores e estagiários Cassiano, Elisete, Odete e Juciléia, sentem-se muito felizes em fazerem parte desse momento rico e criativo e agradecem pelas belas lições de vida que estão tendo a oportunidade de aprenderem.

 

Abaixo, seguem algumas fotos.

 

 

Brinquedos e outros objetos ajudaram...

 

...a relembrar algumas memórias.

 

As memórias deixam de habitar a mente...

 

... para serem registradas no papel.

 

Lendo...

 

... escrevendo...

 

... criando...

 

...apresentando...

 

...as memórias vão dando o tom colorido e rico das aulas.

 

Escrito por Cassiano Miglia Vacca às 01:30:24
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Segunda-feira , 21 de Agosto de 2006


 

 

"Não rimarei a palavra sono

com a incorrespondente palavra outono.

Rimarei com a palavra carne

ou qualquer outra, que todas me convêm.

As palavras não nascem amarradas,

elas saltam, se beijam, se dissolvem,

no céu livre por vezes um desenho,

são puras, largas, autênticas, indevassáveis."

 

(Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo.)

 

Escrito por Cassiano Miglia Vacca às 00:22:56
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Quarta-feira , 21 de Junho de 2006


 

Não sou produto, sou gente.

 

E esses que vem com esse papo de "recursos humanos", ah!, por favor: desde quando humanos são recursos! Será que somos tão descartáveis assim? Recursos são bens a serem usados e depois, zap!!!, postos no lixo. Portanto, eu também não sou um recurso humano. Sou apenas humano, o que já me dá um bom trabalho.

 

Recursos são recursos. Vírgula,

 

Humanos são humanos. Ponto.

Escrito por Cassiano Miglia Vacca às 01:35:15
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Domingo , 04 de Junho de 2006


Se eu amo o meu semelhante?

Sim.

Mas onde encontrar o meu semelhante?

(Mário Quintana)

 

Por que buscarmos a normatividade das coisas, das pessoas, se somos diferentes? Por que temos, nós, esta febre em querer curar o que nos é diferente como um mal patológico que precisa, a todo custo, ser eliminado?

Por que buscamos o homogêneo?

Por quê?

Sabe, às vezes tenho medo de minha profissão...

Escrito por Cassiano Miglia Vacca às 23:54:07
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Domingo , 21 de Maio de 2006


____________Eternidade Inútil_____________

Até morrer estarei enamorada
de coisas impossíveis:

tudo que invento, apenas,
e dura menos que eu,
que chega e passa.

Não chorarei minha triste brevidade:
unicamente alheia,

a esperança plantada em tristes dunas, em vento, em nuvem, n'água.

A pronta decadência,
a fuga súbita
de cada coisa amada.

O amor sozinho vagava.
Sem mais nada além de mim...
numa eternidade inútil

(Cecília Meireles)

Escrito por Cassiano Miglia Vacca às 01:08:21
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Sábado , 06 de Maio de 2006


 

A Rosa de Hiroxima

(Vinícius De Moraes)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.

Escrito por Cassiano Miglia Vacca às 20:59:16
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O MAPA

 (Mário Quintana)

Olho o mapa da cidade

Como quem examinasse

A anatomia de um corpo...

(É nem que fosse meu corpo!)

Sinto uma dor esquisita

Das ruas de Porto Alegre

Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita

Tanta nuança de paredes

Há tanta moça bonita

Nas ruas que não andei

(E há uma rua encantada Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada invisível,delicioso

Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar

Suave mistério amoroso

Cidade de meu andar(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...

 

                                       

Escrito por Cassiano Miglia Vacca às 20:45:51
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Quinta-feira , 27 de Abril de 2006


O Amor

(Balzac)

"O amor é a poesia dos sentidos.

Ou é sublime, ou não existe.

Quando existe,

existe para todo o sempre

e aumenta cada vez mais."

 

Escrito por Cassiano Miglia Vacca às 02:00:58
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Segunda-feira , 05 de Dezembro de 2005


(M. C. Escher - Encontro)

Escrito por Cassiano M. às 01:39:22
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Quarta-feira , 05 de Outubro de 2005


Escrito por Cassiano M. às 16:14:40
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